O Instituto Nacional de Meteorologia e Geofísica (INMG) acaba de emitir um comunicado, alertando para mau tempo nos próximos dois dias. De acordo com o INMG o país estará sob influência de uma depressão, com possível evolução para tempestade tropical, que poderá provocar “ventos fortes, mar muito agitado e chuvas, por vezes com trovoadas, principalmente em Sotavento”.

Conforme avança o INMG Prevê-se chuva em todo o arquipélago, sendo moderada a forte em Sotavento, acompanhada de trovoadas, durante o período crítico.
O período este que será a noite de 31 de Agosto e madrugada e manhã de 01 de setembro. As ondas poderão chegar a 6 metros de altura.
Por isso esta instituição recomenda a tomada de medidas de precaução e segurança, face à ocorrência de ventos fortes, principalmente nas zonas de maior altitude, forte agitação marítima, com destaque para o litoral sudeste e sul das ilhas do Sal, Boavista, Maio, Santiago, Fogo e Brava, enchentes nas zonas baixas e deslizamento de terra nas encostas.

O Presidente da Câmara Municipal de São Domingos que lidera a associação que se reúne hoje, 25, em assembleia-geral assegura que falta a construção, em Santa Catarina, de um centro de transferência para servir toda a região norte da ilha.
Segundo Clemente Garcia, os autarcas vão debater a montagem de um projeto que visa a edificação de um centro interpretativo para toda a ilha de Santiago que se espera venha a ser um grande atrativo turístico.
A preparação de um fórum sobre a inter-municipalidade com o apoio de uma associação de municípios, de Portugal, e com financiamento do fundo da região espanhola da Andaluzia para a solidariedade internacional.
O Presidente da Associação perspetiva o fórum como um espaço de reflexão para potenciar os serviços comuns a todos os municípios como é o caso da empresa intermunicipal "Aguas de Santiago".
Fonte: RTC

Os parceiros de Cabo Verde já desembolsaram 880 mil 520 contos dos 1,2 milhões de contos escudos do orçamento para o programa de emergência para atenuar os efeitos da seca e do mau ano agrícola. Desse montante, 48,3% já foram utilizados, ou seja, quase metade do total disponível.
As informações constam do relatório sobre os resultados da 1ª avaliação do “Programa de emergência para atenuar os efeitos da seca e do mau ano agrícola 2017/2018”, hoje apresentado aos parceiros na Cidade da Praia, numa cerimónia co-presidida pelo ministro dos Negócios Estrangeiros e Comunidades, Luís Filipe Tavares, e pelo ministro da Agricultura e Ambiente, Gilberto Silva.
De acordo com o relatório do programa, que teve início em Dezembro de 2017 e termina em Outubro de 2018, o maior doador do país é a União Europeia, que deve disponibilizar 780 milhões de escudos dos 1.124.780.000 escudos orçamentados, sendo que a cinco meses do fim, 17 câmaras municipais já apresentaram relatório da implementação do programa.
O mesmo documento, apresentado pela técnica do Ministério da Agricultura e Ambiente, Lígia Matos, refere que o programa de emergência para atenuar os efeitos da seca e do mau ano agrícola já criou 19.257 postos de trabalho nas comunidades, na sua maioria no concelho de Santa Catarina, na ilha de Santiago, que gerou 5.823 empregos.
Em declarações à imprensa depois da apresentação do relatório, o ministro Luís Filipe Tavares afirmou que, pelas informações disponibilizadas, já foram implementadas quase 60 por cento (%) das acções previstas no programa, nomeadamente a mobilização de milhares de metros cúbicos de água para salvamento de mais de 150 mil cabeças de gado.
“Sabemos que nem tudo é feito de acordo com aquilo que seria o ideal, mas o percurso faz-se caminhando. Nós estamos a caminhar com muita seriedade e cremos que o impacto final deste plano vai ser muito positivo para a melhoria das condições de vida das nossas populações rurais”, frisou.
Quanto aos quase 20 mil postos de emprego criados, o governante esclareceu que são empregos produtivos para resolver as situações das famílias, permitindo-lhe terem rendimentos para fazer face à situação actual, sublinhando que o objectivo é, até ao final do programa, criar cerca de 30 mil postos de trabalho.
Entretanto, Luís Filipe Tavares assegurou que, no âmbito da política do Governo, estão a fazer-se investimentos para a criação de mais de 45 mil empregos durante esta legislatura, conforme o executivo prometeu.
“A nossa preocupação é criarmos capacidade de resiliência no nosso país, para permitir que Cabo Verde tenha capacidade de enfrentar essas adversidades climáticas e para que esses maus anos agrícolas não sejam sempre um Deus nos acuda”, disse, notando que a seca de 2017 é a mais grave dos últimos 36 anos no arquipélago.
Presentes no evento estiveram, entre outros parceiros internacionais, a embaixadora da União Europeia em Cabo Verde, Sofia Moreira de Sousa, a embaixadora de Portugal, Helena Paiva, a embaixadora da Espanha, Caridad Batalla Junco, e o representante da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO) em Cabo Verde, Rémi Nono Womdim.
Com Inforpress